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domingo, 15 de abril de 2012

Cimiento: Tempo de Cura.


Para   definir   o   prazo   de   cura,  motivo   de   constante   preocupação   de   engenheiros   e construtores nacionais, é necessário considerar dois aspectos fundamentais:

- a relação a/c e o grau de hidratação do concreto;
- tipo de cimento.

Para concretos com  resistência da ordem de 15Mpa devemos curar o concreto num período de 2 a dez dias, de acordo com a relação a/c utilizada e o tipo de cimento, conforme mostra a Tabela 11.8:

                Tabela 11.8 - Número de dias para cura de acordo com a relação a/c e do tipo de cimento

Há,   também, outros aspectos  importantes na determinação do  tempo  total de cura e não podem deixar de ser mencionados, uma vez que, de alguma forma, atuam sobre a cinética da reação de hidratação do cimento :

- condições locais, temperatura, vento e umidade relativa do ar;
- geometria das peças,  que pode  ser  definida pela  relação,  área de exposição/volume da peça.

Em  certas   condições,   haverá   necessidade   de   concretos   mais   compactos   (menos porosos), exigindo um prolongamento do período em que serão necessárias as operações de cura. Nessas condições haverá necessidade de considerar também a variável agressividade do
meio ambiente.

O maior   dano  causado   ao  concreto   pela   falta   da   cura   não  será   uma   redução   nas resistências à compressão, pelo menos nas peças espessas, que retêm mais água e garantem o grau  de   umidade   necessário  para   hidratar   o   cimento.  A  falta   de   uma   cura   adequada   age principalmente contra  a durabilidade das   estruturas,   a qual   é  inicialmente  controlada pelas propriedades   das   camadas   superficiais   desse   concreto.   Secagens   prematuras   resultam  em camadas   superficiais   porosas   com   baixa   resistência   ao   ataque   de   agentes   agressivos.

Ironicamente,   as   obras  mais   carentes   de   uma   cura   criteriosa   –  pequenas   estruturas,   com concreto   de   relação   a/c   elevada   –   são   as   que  menos   cuidados   recebem,   especialmente componentes estruturais,  como pilares e vigas.  Além disso,  é prática usual nos canteiros de obras cuidar da cura somente na parte superior das lajes.

sábado, 14 de abril de 2012

Cura: Sistemas para obtenção da perfeita hidratação do cimento.


A cura é um processo mediante o qual mantém-se um  teor  de umidade satisfatório, evitando a evaporação da água da mistura,  garantindo ainda,  uma  temperatura favorável ao concreto, durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes.

A cura é essencial para a obtenção de um concreto de boa qualidade.  A  resistência potencial, bem como a durabilidade do concreto, somente serão desenvolvidas totalmente, se a cura for realizada adequadamente.

Existem dois sistemas básicos para obtenção da perfeita hidratação do cimento:

1 – Criar um ambiente úmido quer por meio de aplicação contínua e/ou freqüente de água por meio de  alagamento,  molhagem,  vapor  d’água ou materiais de  recobrimento  saturados  de água, como mantas de algodão ou juta, terra, areia, serragem, palha, etc.

OBS.: Deve-se ter cuidados para que os materiais utilizados não sequem e absorvam a água do concreto.

2 – Prevenir a perda d’água de amassamento do concreto através do emprego de materiais selantes, como folhas de papel ou plástico impermeabilizantes, ou por aplicação de compostos líquidos para formação de membranas.

Cimiento: Tempo de Cura.

sexta-feira, 16 de março de 2012

MATERIAIS EMPREGADOS EM CONCRETO ARMADO: Cimiento.


O   projeto   deverá   estabelecer   os   tipos   de   cimento   adequados,   técnicamente   e economicamente,   a   cada   tipo  de   concreto,   estrutura,  método  construtivo,   ou mesmo,   em
relação aos materiais inertes disponíveis.

Exemplo de alguns tipos de cimento passíveis de emprego em aplicações específicas:

cimento Portland comum:
- concreto armado em ambientes não agressivos
- lançamento de pequenos volumes ou grandes volumes
-   desde   que   empregados,   na  mistura,   outros   aglomerantes   ativos   (tais   como  materiais pozolânicos ou escória de alto forno) para redução do calor de hidratação.
- Concreto protendido ou pré-moldado
- Não recomendado para emprego em ambientes agressivos;
- cimento Portland de alta reistência inicial - pré-moldados;
-para descimbramento a curto prazo;
- não recomendado para lançamento de grandes volumes;
- cimento de moderada e alta resistência a sulfatos.
- estruturas em contato com sulfatos
- estruturas em meios ligeiramente ácidos;
- concreto massa;
-   pouco   recomendável   o   emprego   em  estruturas   onde   sejam  necessárias   a   desforma   e   o descimbramento rápido
- cimento Portland de alto forno
- recomendável para estruturas em meios ácidos ou sujeitas a ataque de sulafatos e/ou ácidos;
- aplicável a concreto massa;
- possível o emprego com agregados álcali-reativos
- cimento Portland pozolânico.
- recomendável para concreto massa e para uso com agregados reativos com álcalis;
- aplicável a estruturas sujeitas a ataques ácidos fracos ou de sulfatos;
- cimento aluminoso.
- para refratários; em ambientes ligeiramente ácido.

O  cimento,   ao   sair   da   fábrica   acondicionado   em  sacos   de   várias   folhas   de   papel impermeável,   apresenta-se   finamente   pulverizado   e   praticamente   seco,   assim  devendo   ser conservado até o momento da sua utilização.

Quando   o   intervalo   de   tempo   decorrido   entre   a   fabricação   e   a   utilização   não   é demasiado grande, a proteção oferecida e em geral, suficiente.

Caso contrário,  precauções suplementares devem ser tomadas para que a integridade dos característicos iniciais do aglomerante seja preservada.

A principal causa da deterioração do cimento é a  umidade  que,  por  ele absorvida, hidrata-o pouco a pouco, reduzindo-lhe sensivelmente as suas características de aglomerante.

O cimento hidratado é facilmente reconhecível. Ao esfregá-lo entre os dedos sente-se que não está finamente pulverizado, constata-se mesmo, freqüentemente, a presença de torrões
e pedras que caracterizam fases mais adiantadas de hidratação.

RECOMENDAÇÕES:
O cimento sendo fornecido em sacos, deve-se verificar sua integridade, não aceitando os que estiverem rasgados ou úmidos. Os sacos que contém cimento parcialmente hidratados, isto é, com formação de grumos que não são total e facilmente desfeitos com leve pressão dos dedos, não devem ser aceitos para utilização em concreto estrutural.

Para   armazenar   cimento   é   preciso,   em  primeiro   lugar,   preservá-lo,   tanto   quanto possível, de ambientes úmidos e em segundo, não ser estocado em pilhas de alturas excessivas, pois o cimento ainda é possível de hidratar-se  (Figura 11.1).  É que ele nunca se apresenta completamente seco e a pressão elevada a que ficam sujeitos os sacos das camadas inferiores reduz os vazios,   forçando um contato mais  intenso entre as partículas do aglomerante e a umidade existente.

Portanto   para   evitar   essas   duas   principais   causas   de   deterioração   do   cimento   é
aconselhável:

1º   -  As   pilhas   não   excederem  de  mais   de   10   sacos,   salvo   se   o   tempo   de armazenamento for no máximo 15 dias, caso em que pode atingir 15 sacos.

2º - As pilhas devem ser feitas a 30 cm do piso sobre estrado de madeira e a 30 cm das paredes e 50 cm do teto (Figura 11.1).

Figura 11.1 - Local para guarda de materiais

Os  lotes  recebidos em épocas diferentes e diversas não podem  ser misturados,  mas devem  ser  colocados  separadamente de maneira a  facilitar   sua  inspeção e  seu emprego na ordem  cronológica   de   recebimento.  Deve-se   tomar   cuidados   especiais   no  armazenamento utilizando cimento de marcas,   tipos e classes diferentes.  O  tempo de estocagem máxima de cimento deve ficar em torno de 30 dias.

A capacidade total armazenada deve ser suficiente para garantir as concretagens em um período de produção máxima, sem reabastecimento.

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