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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

PISO DE CONCRETO

Utilizado principalmente para pisos Industriais interno ou externo, posto de gasolina, garagens de esdifícios etc. Devem ser cercados de todos os cuidados possíveis para a sua boa execução e utilização como: o cálculo estrutural, a análise do terreno de fundação, o estudo  das juntas, os materiais a serem empregados  o posicionamento das armaduras, a concretagem  a cura e o controle de qualidade dos pisos. Devem ser armados, melhorando  consideravelmente a durabilidade e manutenção.

Para os pisos armados pouco solicitados, como nos  salões comerciais, garagens,  quadras podemos adotar o seguinte: 

-  Sub base preparada preferencialmente com brita graduada tratada com cimento sendo 40% de brita 1, 40% de brita 2, 20% de areia fina e 6% de cimento em peso, compactada.
-  Lona plástica sobre a  sub base, para evitar que a infiltração de água pelas juntas  prejudique a sub base.
-  A armadura ( de preferência tela soldada ) deverá, obrigatoriamente, estar  posicionada a 1/3 da face superior da placa, com recobrimento mínimo de 5,0cm.
-  Quando não se tem  certeza de um preparo confiável do solo, utilizar armadura (  tela soldada ) adicional a 3,0cm da face inferior da placa.
-  Resistência mínima do concreto:
-  20 Mpa – Pedestres e carros, escritórios, lojas
-  25 MPa – Uso industrial geral: veículos com pneumáticos, condições  moderadas de ataque químico.
-  Slump entre 5 a 10 cm
-  As juntas tem a função de permitir as movimentações de contração e expansão do  concreto, porem representam pontos frágeis no piso, pois se não forem  adequadamente projetadas e executadas, podem provocar deficiência estrutural bem  como infiltração de água e outros materiais.

Os pisos armados tem vantagens sobre os pisos de concreto simples, pois permitem a redução considerável do número de juntas.

A junta é a descontinuidade do concreto e da armadura, sem no entanto ter descontinuidade estrutural ( utilização de barras de transferência ), podendo ser  Juntas  de Retração longitudinais e/ou transversais, construtivas ou serradas e  Juntas de  Expansão  (encontro) situada nos encontros dos pisos com peças estruturais ou outros elementos que  impedem a movimentação dos pisos. 

O espaçamento das juntas podem ser:


Piso não armados:   placas com no máximo 3,0m, para pisos de 10 a 12,5cm de espessura,   placas de no máximo 5,0m, para pisos de 12,5 a 15 cm de espessura e,  placas de no máximo 8,0m, para pisos de 15 a 25 cm de espessura.

Piso armado: placas com comprimento até 30m.

A largura da placa é limitado pela armadura distribuída, pelos equipamentos e métodos  executivos.

A concretagem pode ser executada de  duas maneiras: em dama (xadrez), sistema mais antigo, onde a concretagem é efetuada isoladamente das placas vizinhas, que só serão  concretadas 24 horas após ou  em faixas, onde as juntas serão serradas após dois dias no mínimo (Figura 8.17).

OBS: Hoje em  dia , a concretagem em dama deve ser evitada, podendo ser empregada  apenas em trabalhos muito simples.

Figura 8.17 - Detalhes da execução do piso de concreto

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PISOS LAMINADOS

As chapas de pisos laminados são produzidas através da prensagem de papéis  impregnados com resinas fenólicas, recobertos com material melamínico, sob um rígido  controle de temperatura. O resultado é um produto que possui alta resistência ao desgaste e  umidade.

São placas de piso com espessuras de 2mm nas dimensões de 0,6m por 0,6m,  encontradas também em réguas com larguras de 0,3m e 0,2m por 3,08m x 1,25m.

Desempenho

Recomendado para ser aplicado sobre quaisquer superfícies, estejam elas revestidas ou não. As bases podem ser cimentados, tacos, assoalhos, cerâmicos, ladrilhos e outras, desde que  estejam niveladas e sem falhas.

O produto proporciona um acabamento texturizado, antiderrapante. Possui resistência  contra as marcas deixadas por equipamentos pesados, cargas móveis, saltos de sapatos. É de difícil penetração, dissipa a eletricidade estática e não acumula poeira. Além disso, resiste bem aos agentes químicos, detergentes e tintas. Não é absorvente, não apresenta porosidades e é antialérgico.

Execução

A base ideal para a aplicação dos laminados é formado por uma argamassa de cimento  e areia no traço 1:3 bem desempenada e com superfície acamurçada. Além disso, a massa deve  estar bem curada e isenta de umidade por infiltração. No entanto, as placas podem ser  aplicadas sobre tacos de madeira ou pisos frios, desde que estejam em boas condições e para  isso é interessante que se faça uma verificação minunciosa no local. Alguns problemas que  podem ocorrer são: contrapiso esfarelando ou apresentando trincas e rachadoras. Nestes casos,  recomenda-se que o serviço seja refeito de forma a eliminar estes problemas. Quando a base apresentar lombadas ou concavidades, a orientação é no sentido de eliminar as mesmas por lixamentos superficiais ou então com o preenchimento do local com argamassa de cimento e  areia. Não é recomendado que a superfície fique lisa ou áspera demasiadamente, o ideal é  encontrar uma textura satisfatória. Em áreas que possuem umidades, é aconselhável a  eliminação da mesma, seja ela de ordem interna ou externa.

Colocação

A utilização de técnicas e ferramentas adequadas  para a operação de colocação dos  pisos laminados é um fator importante para garantia do serviço executado. A técnica de cortar  e recortar as placas, deve merecer cuidado, pois a perfeita junção entre elas depende deste  trabalho, que é feito ao se marcar com um lápis, sobre a face decorativa da chapa. a linha onde  se quer cortar. Depois disso, o colocador deve, com o auxílio de uma régua e do riscador,  marcar e aprofundar o risco, atingindo a metade da espessura da chapa. A separação entre as  partes é feita vergando-as para o lado decorativo até que se parta o sulco aberto. A operação de marcar a placa, exige cuidado, pois o desvio do instrumento com que se risca pode inutilizar  a parte decorativa. Para o desgaste lateral, usa-se a plaina, a lima e a lixa, ajustando as mesmas  às dimensões desejadas. A cola deve ser aplicada nas duas faces, isto é, na superfície a ser  revestida e na chapa laminada.

Antes porém, deve-se espalhar sobre a base, uma demão de mistura em partes iguais de  cola e diluente, fechando os poros da superfície. Após a secagem, espalha-se o adesivo com  uma espátula sobre as duas faces que serão coladas. Após a evaporação do solvente, que é verificada através de um teste simples  - não deve grudar nos dedos  - , a placa deve ser colocada em sua situação definitiva e precionada a partir do centro para as bordas de modo a  permitir a colagem. Em seguida, com um martelo ou rolete de borracha, aumenta-se a pressão, assegurando a boa fixação. Sempre deve-se prever um espaçamento adequado a fim de permitir a dilatação das placas. Em áreas molhadas ou em hospitais - onde a vedação das juntas  é obrigatória  - geralmente se utilizam vedantes especiais elásticos que possam ser aplicados diretamente sobre as juntas.

Cuidados e conservação

Se o produto for aplicado de acordo com as recomendações, não deverá apresentar  defeitos. Se, no entanto, for necessária a descolagem de uma placa, isto é feito com o auxílio  de um formão para levantá-la e um borrifador que injeta diluente sobre o adesivo e facilita a descolagem.

A limpeza pode ser feita normalmente e não precisa de cuidados especiais. Não é necessário o uso de cera, pois o brilho característico do produto é restaurado com a simples passagem de um pano úmido.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

PISOS DE BORRACHA

Fabricados com borracha sintética, estes pisos têm sido usado principalmente em áreas de grande trânsito de pessoas, por suas características de alta resistência e superfície antiderrapante. São placas de piso com espessura de 9 e 15 mm, de superfície pastilhada, estriada ou  lisa, geralmente de cor preta, mas que também pode ser encontrada em outras cores. Possui acessórios como degraus, rodapés, canaletas e faixa amarela de alerta.l

Desempenho

É indicado para áreas de grande fluxo de pessoas, por suas qualidades acústicas e pela  segurança que proporciona sua superfície antiderrapante. Além disso, é fabricado em duas  linhas básicas: pisos de assentamento com argamassa e pisos colados.

Os de assentamento com argamassa são recomendados para locais de tráfego intenso, em áreas internas ou externas. São fabricados em duas espessuras: o de 9mm para locais de acesso público restrito como escolas, corredores, piscinas internas e áreas de rampa. O outro é  chamado piso industrial, com 15mm de espessura, indicado para o uso mais pesado, em locais  de grande movimentação como aeroportos, estações rodoviárias, estações de metrô e trem,  supermercados, passarelas públicas e, recentemente, na Europa, vem sendo utilizados até em estábulos e indicado inclusive para usinas hidrelétricas.

A fixação do piso colado é feita com adesivo e não é recomendado para locais úmidos  ou sujeitos a lavagem, devendo ser utilizado somente em áreas internas, principalmente em  regiões de rampa e escada. É fornecido com superfície pastilhada, estriada ou lisa, e espessura  de 4,5mm. Está sendo colocado no mercado uma linha especial, para aplicação em escritórios. A pastilha em relevo, neste caso, foi reduzida para permitir a movimentação de móveis.

Execução

Os pisos de fixação com cimento são colocados sobre a base preparada, onde deve ser  espalhada uma argamassa no traço 1:3 (cimento e areia) e espessura mínima de 3,5cm. Embora  recomendada essa espessura pode sofrer modificações a critério do engenheiro. No  entanto,  exige-se a garantia de um perfeito desempenamento da superfície. A colocação pode ser  iniciada até dois dias após a execução do contrapiso. Para tanto basta molhá-lo com água, de  maneira uniforme e recobri-lo com uma argamassa no traço 1:2, que também será espalhada na  parte inferior das chapas do piso, em quantidade suficiente para preencher todas as cavidades  existentes. Depois disso, deve-se dispor as placas, uma a uma, em suas posições, batendo  levemente com uma desempenadeira para permitir o seu perfeito posicionamento.

A passagem sobre elas é permitida após 72 horas da colocação, mas a livre utilização  do piso é aconselhada somente após seis dias. Quando a colocação é feita simultaneamente com a preparação da argamassa de assentamento, simplesmente apoia-se a chapa sobre ele,  previamente preenchidas com argamassa. Se opção for pelo piso estriado, é recomendável que  seja disposto pelo sistema de juntas de amarração, para evitar problemas de alinhamento entre  as estrias da superfície das placas.

No caso do piso fixado com adesivo, este procedimento é feito com adesivos plásticos  comuns, mas a colocação ficará comprometida se for empregado em ambientes sujeitos a  lavagens. Uma opção para se evitar o problema é a utilização de adesivos com base epóxi,  contra a umidade. O procedimento de colocação inicia-se pela verificação das condições da base, que deve estar bem nivelada e sem defeitos. Em seguida o espalhamento do adesivo é feito conforme as técnicas já conhecidas, através de espátulas denteadas e o posicionamento das peças é feito posteriormente.

Cuidados e conservação

Se por qualquer motivo, as placas fixadas com argamassa soltarem-se, seja por má  fixação ou pressa na utilização, a orientação é que se refaça todo o trabalho de colocação, isto  é, deve-se remover a massa do contrapiso e substitui-la por uma nova camada a fim de garantir  a reposição da placa. O produto normal não resiste à ação de agentes químicos, como  solventes, mas casos especiais de utilização, são produzidas borrachas com resistência a  qualquer tipo de produto, desde que se faça uma encomenda especial.

Após o término da obra recomenda-se uma limpeza com escova e a aplicação de uma  demão de cera solúvel apropriada de cor preta, cujo líquido penetre nas juntas entre as placas e elimina as molduras formadas pela poeira. A manutenção é feita com cera vegetal de boa qualidade e o brilho é conseguido pelo emprego de enceradeira.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

PISOS VINÍLICOS

Os pisos vinílicos ou  de vinil-amianto, são fabricados a partir da mistura de resina vinílica, fibras, plastificantes e cargas inertes com pigmentos especiais que lhe dão o aspecto característico, proporcionando um produto bastante versátil, além de possuir uma durabilidade bastante elevada e de manutenção simples.  São placas de piso 30x30cm e geralmente encontradas em espessuras que variam de 1,6  a 3mm, recomendados conforme o tipo de utilização do ambiente onde é feita a aplicação.

Desempenho

O produto é recomendado para ser aplicado em qualquer piso sobre superfícies já  revestidas ou a revestir. Sua base pode se o próprio contrapiso, marmorite, ladrilhos, oralite,  pisos plásticos desgastados, ou qualquer outra, desde que esteja firme, limpa e seca. Não se  recomenda a colocação em madeira (assoalhos ou tacos) ou sobre bases sujeitas à infiltração  ascendente de umidade.

É comumente utilizado em residências, escolas, hospitais, quadras esportivas e  estabelecimentos públicos e comerciais.

O piso de 1,6mm de espessura é recomendado para lugares de baixo trânsito, ou seja,  ambientes de pouca utilização: quartos, banheiros, lavabos e outros compartimentos residenciais. Os com espessura 2mm podem ser aplicados em qualquer ambiente residencial ou  ainda em escritórios particulares, quartos de hospitais, anfiteatros, sanitários públicos e laboratórios. Os de 3mm são utilizados em locais de grande trânsito, lugares de passagem nas residências, como o hall de entrada, elevadores, escadas, salas de aula, refeitórios coletivos, escritórios, salas de consulta ou de espera.

Alguns fabricantes ainda produzem linhas especiais para locais de trânsito pesado como
cozinhas e corredores de ambientes de uso coletivo, escadas, lojas, supermercados, repartições
públicas de recepção e refeitórios industriais.

Execução

Em imóveis recém-construídos, o contrapiso ou argamassa de regularização deve ser executado de forma adequada, com espessura mínima de 3cm, com argamassa, cimento e areia no traço 1:3. A superfície deve apresentar bem desempenada e para  se testar a qualidade verifica-se se está "esfarelado", risca-se com uma ponta firme. Caso apresente problemas, deverá ser refeito. Além disso, ele deve ficar bem aderente na base para evitar qualquer região  de possíveis depressões.

Em imóveis que já possuem revestimentos, se existirem falhas ou pedaços soltos, estes  devem ser removidos e as falhas preenchidas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3. A regularização deve ser feita com uma ou duas demãos de argamassa de P.V.A. na proporção de uma parte  de P.V.A. para oito de água, enriquecida de cimento até formar uma pasta "encorpada". No caso de pisos vitrificados, a orientação é a de que se aplique uma primeira demão de regularização com a dosagem de uma parte de P.V.A. para quatro de água e uma  segunda demão da argamassa comum com P.V.A. (1:8).

Sobre tacos e assoalhos de madeira, a colocação pode ser feita, desde que entre o produto e a madeira exista uma camada de compensado marítimo, mas nestes casos é interessante que seja feita uma consulta junto  aos fornecedores. A colocação sobre pisos plásticos é bem simples, o único cuidado que se deve ter é com a retirada das placas soltas ou com defeitos e a posterior regularização do local.

Colocação


Apesar de a disposição das placas ser da escolha do executor, devem-se respeitar as recomendações de posicionamento, principalmente daquelas que ficam encostadas nas paredes e que não devem possuir dimensões menores que 10cm e não superiores a 25cm. Antes de se espalhar o adesivo, é recomendável dispor as placas para fazer um teste de posicionamento. A aplicação do adesivo é feita por movimentos circulares com uma desempenadeira dentada. A cola deve permanecer descansando por uns 15min. até quando com um leve toque dos dedos sobre o adesivo ele não grudar, e isso acontece somente se for aumentada a pressão sobre ele.

Cuidados e conservação

A presença de umidade compromete todo o revestimento. Ela ataca o adesivo fazendo  com que as placas se soltem ou apareçam bolhas na sua parte inferior. Às vezes acontecem  variações das dimensões nominais do produto, devido a tensões internas que deformam a  placa.

A limpeza pode ser feita somente após dez dias da colocação, com sabão especial e água à vontade. Antes deste tempo não se deve colocar o piso em contato com a água. Para  manchas resistentes, deve-se usar uma esponja de aço fina com um pouco de sabão indicado  pelo fabricante. Após a lavagem, pode-se encerar com qualquer cera que não contenha  solvente ou mesmo algum derivado de petróleo, pois estes elementos atacariam o produto.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pisos Cerâmicos

Antes de comprar ou especificar um piso cerâmico devemos classifica-los  principalmente quanto a absorção de água (Tabela 8.5) e a abrasão (Tabela 8,6). Normalmente quanto menor o grau de absorção, melhor será a qualidade, podendo ser  (Tabela 8.5):


E quanto a resistência a abrasão, ela representa a resistência ao desgaste superficial, no  caso de cerâmicas esmaltadas é caracterizada por unidade PEI (Porcelain Enamel Institute) e  classificado como segue (Tabela 8.6):


Após a escolha do piso podemos assenta-los de duas maneiras usuais: Utilizando  argamassa de assentamento ou cimento colante. Procedendo-se da seguinte maneira:

a-  Regularização de base para pisos cerâmicos


Se necessário, é feita com argamassa de cimento e areia média sem peneirar no traço 1:4 ou 1:6 com espessura de 3,0cm.

b- Assentamento utilizando argamassa: (assentamento convencional)

Utiliza-se uma argamassa mista de cimento com areia média seca no traço 1:0,5:4 ou 1:0,5:6 sobre o piso regularizado (quando a espessura da argamassa de assentamento for maior  de 3,0cm) ou sendo a própria argamassa de assentamento utilizada para regularizar e assentar. 

Ao se considerar que a colocação do material cerâmico , no caso de utilizar a  argamassa para o assentamento, é feita com esta camada de argamassa ainda fresca, e que  quando da secagem desta argamassa acontece o fenômeno da retração (encurtamento), ocorre  o aparecimento de esforços que tendem a comprimir o revestimento. Destes esforços- que  atuam no plano do revestimento - resultam componentes normais ao revestimento que tendem  a arrancá-lo de sua base. O que vai impedir a separação das peças de sua base, será a aderência  proporcionada pela pasta de cimento. Sabe-se que, no assentamento convencional, dificilmente  se consegue obter uma pasta de cimento ideal, ou seja, com maior resistência possível, pois a  mesma resulta da aspersão de pó de cimento sobre uma argamassa ainda fresca, retirando água  dessa argamassa para se hidratar. A falta ou excesso de água poderá ter como conseqüência,  ou o cimento mal hidratado, ou uma "aguada" de cimento. Em ambos os casos a ligação  cerâmica-base estará fatalmente comprometida, será de baixa resistência e não se oporá à  separação do revestimento de sua base.

Esses esforços devido à retração estão diretamente ligados a fatores importante.  Quanto maior for a espessura da argamassa de assentamento, tanto maior  será o esforço  resultante da retração. Quando mais rica em cimento for a argamassa, tanto maior será o  esforço devido à retração. E, lembrando que este esforço de compressão gera componentes  verticais que tendem a arrancar as peças de sua base, quanto maior for o primeiro, tanto  maiores serão os componentes verticais de tração que tendem a soltar o revestimento.

A melhor maneira de assentar os pisos cerâmicos pelo processo convencional é:

- Superfície de laje, ou contrapiso - varrer e eliminar poeiras soltas; umedecer e aplicar  pó de cimento com adesivo de argamassa, formando pasta imediatamente antes de estender a  argamassa de assentamento. Isto proporcionará melhor ligação da argamassa à laje.

- Espessura de argamassa de assentamento - nunca ultrapassar 2 cm a 2,5cm, a fim de  minorar as tensões de retração. Caso haja necessidade de maior espessura, deverá ser efetuada  em duas camadas, sendo a segunda após completada a secagem da primeira camada.

- Traço da argamassa de assentamento  - nunca utilizar argamassas ricas. O traço 1:6  de cimento e areia, mais meia parte de cal hidratada é correspondente indicado. A cal  proporciona melhor trabalhabilidade e retenção de água, melhorando as condições de cura e  menor retração. Atenção especial será dada para a água adicionada. O excesso formará pasta  de cimento aguado e pouco resistente.

- Quantidade de argamassa a preparar - será tal, de modo a evitar que o início do seu  endurecimento  - início de pega do cimento  - se dê antes do término do assentamento. Na  prática, isso corresponde a espalhar e sarrafear argamassa em área de cerca de 2m² por vez.

-  Aplicação da argamassa   -  será apertada firmemente com a colher e, depois,  sarrafeada. Lembre-se que apertar significa reduzir os vazios preenchidos de água. Isso  diminuirá o valor da retração e reduzirá os riscos de soltura.

- Camada de pó de cimento - espalhar pó de cimento de modo uniforme e na espessura  aproximada de 1mm ou 1 litro/m². Não atirar o pó sobre a argamassa, pois a espessura será  irregular. Deixar cair o  pó por entre os dedos e a pequena distância da argamassa. Esse  cimento deverá se hidratar exclusivamente com  a água existente na argamassa, formando a  pasta ideal. Para auxiliar a formação da pasta, passar colher de pedreiro levemente.

- Peças cerâmicas  - serão imersas em água limpa e deverão estar apenas úmidas, não  encharcadas, quando forem colocadas. Não ser assentadas secas, porque retirarão água da  pasta e da argamassa de assentamento, enfraquecendo a aderência. Não poderão ser colocadas  demasiadamente molhadas, porque, desta forma, reduzirão a pasta de cimento a uma "aguada"  de cimento enfraquecendo igualmente a aderência. Deve-se observar, no entanto, que o fato de ser necessário imergir os pisos em água , ocasiona certa fragilidade às peças e  consequentemente quebra no ato de se colocar. Daí presume-se uma perda estimada em  aproximadamente 5%.

Para se conseguir melhor efeitos das peças, quando estas não são de cores lisas,  espalhar o número de peças a serem assentadas em outra área limpa e criar variações com as  nuanças de cor do material de revestimento. Tais variações de cor não são defeitos dos revestimentos (pisos) e devem ser "trabalhadas" para melhorar o aspecto visual do conjunto.  Depois de encontrado o melhor desenho, assentar o material.

- Fixação das peças - para pisos, após aplicados na área preparada, serão batidos com  o auxílio de bloco de madeira de cerca de 12cm x 20cm x 6cm aparelhado, a martelo de  pedreiro. Certificar que todas as peças foram batidas o maior número possível de vezes. Peças  maiores  - 15cm x 30cm, ou 20cm x 20cm - deverão ser batidas uma a uma, a fim de garantir  boa aderência à pasta.

- Espaçamento das peças -  nunca colocar pisos ou azulejos justapostos, ou seja , com  juntas secas. As juntas de 1mm a 3mm, conforme o  tamanho das peças, são necessárias por  três motivos: compensar as diferenças de tamanho das peças, pois em um mesmo lote é normal  a classificação na faixa de até 2mm; em segundo lugar, que a pasta de cimento penetre  adequadamente entre as peças, impermeabilizando definitivamente o piso; em terceiro, para  criar descontinuidade entre as peças cerâmicas, a fim de que não se propaguem esforços de  compressão em virtude da retração da argamassa ou outras deformações das camadas que  compõem o revestimento.
 
Resumindo:

· Estender a massa em pequenos panos de maneira a colocar em nº de piso que se  possa alcançar.
· Povilhar por igual o cimento sobre a argamassa para enriquecer a sua dosagem na  superfície de contato.
· Colocar o piso úmido e não saturado de água, pois esse excesso faz com que a  pasta de cimento se torne fraca.
· Para garantir uma melhor distribuição de pasta de cimento espalhar o pó de  cimento com a colher.
· Com o auxílio da desempenadeira, dar pequenos golpes sobre o piso até que a  pasta de cimento comece a surgir pelas juntas.

c) - Assentamento utilizando cimento cola

O cimento cola  é estendido sobre a regularização da base curada no mínimo 7 (sete)  dias, com o auxílio da desempenadeira dentada em pequenos panos.

A desempenadeira dentada é utilizada pois facilita o espalhamento da argamassa de  assentamento (cimento colante) garantindo uma espessura constante. Nunca deixar de usar  desempenadeira denteada para espalhar adequadamente a pasta. Pois formam cordões de cerca  de 4mm alternados com estrias vazias. Ao pressionar o piso ou azulejos, os cordões se  espalham, formando uma camada contínua de aproximadamente 2mm.

A colagem das peças cerâmicas é simples: estendo a pasta de cimento colante sobre a  base já curada e seca, em camada fina, de 1mm a 2mm, com desempenadeira dentada,  formando estrias e sulcos que permitem o assentamento e nivelamento das peças. Em seguida,  bate-se até nivelar, deixando juntas na largura desejada ou, no mínimo, de 1mm entre as peças.

Tanto para colocação de azulejos quanto para pisos cerâmicos pelo método dos  cimentos colantes, não há necessidade de se molhar quer a superfície a ser revestida quer as  peças cerâmicas. Porém, no caso de camada de regularização estiverem molhados por qualquer  motivo, não haverá problemas no uso de cimento colante. E a frente de trabalho é ilimitada,  interrompendo-se a aplicação do  piso ou da parede no instante que se desejar. Seu reinicio  obedece também às necessidades da obra e a velocidade de aplicação é, pelas características do  método, mais rápida que a do processo convencional.

A espessura de 2mm é suficiente para fixar as peças cerâmicas. Isso corresponde a um  consumo de cerca de 3 kgf/m² de revestimento. O cimento também retrai, para a espessura  utilizável de 2mm, os esforços que poderiam atuar sobre os revestimento são praticamente  nulos se comparados àqueles provenientes aos 30mm de espessura da argamassa convencional.

Os cimentos colantes, ou argamassas especiais, são fornecidos sob forma de pó seco e  em embalagens plásticas herméticas, o que permite estocar o produto por tempo praticamente  ilimitado.

Obs.:   Para o assentamento com cimento cola. deixar na regularização da base as caídas  para os ralos, as saídas, etc... pois a espessura do cimento cola é muito pequena, em torno  de 5mm, não conseguindo dar as caídas.

d) - Rejuntamento

Após cinco dias do assentamento devemos preencher as juntas com pasta de cimento  ou rejunte industrializado, esse procedimento é denominado de rejuntamento  O rejuntamento sobre o piso é feito com pasta de cimento comum ou rejunte, estendida  sobre o piso e puxada com rodo. Limpar o excesso de rejunte com um pano após a formação  do inicio da pega da pasta.

Nos pisos cerâmicos a superfície acabada (lisa) vira alguns milímetros na borda do  mesmo, ficando a superfície lisa e impermeável ocasionando o desprendimento do rejunte.(Figura 8.16)

Para que isso não ocorra este excesso deve ser retirado antes da cura final.


e) - Juntas de dilatação

Na colocações de pisos cerâmicos em grandes áreas deve-se prever juntas de  dilatação(expansão).Todo revestimento cerâmico precisa de juntas e suas especificações  devem ser informadas pelo fabricante. 

As juntas são obrigatórias e evitam que movimentos térmicos causem "estufamento" e,  consequentemente, destacamento da peça.

Existem três tipos básico de juntas as: 

·  superficiais, que definem a posição das peças, as
·  estruturais, que devem existir na estrutura de concreto, e as de
·  expansão ou movimentação,  que devem existir em grandes áreas de piso cerâmico, e  entre as paredes ou anteparos verticais auxiliando a movimentação dos mesmos. Elas  devem ser executadas em painéis de até 32m2  para os pisos internos ou até 24m2  nos  painéis externos, longitudinalmente e transversalmente. As juntas de movimentação  necessitam aprofundar-se até a superfície da base (laje, contrapiso, etc...) e ser preenchida  com material deformável, vedada com selante flexível e devem ter entre 8 a 15mm de  largura

Além de possibilitar a movimentação de todo o conjunto do revestimento durante as  dilatações e contrações, as juntas são importantes  para melhorar o alinhamento das peças  (juntas superficiais) e permitir a troca de uma única placa sem a necessidade de quebrar outras. Quando temos juntas estruturais no contrapiso estas precisam ser reproduzidas no  revestimento cerâmico.

f)  Eflorecência

São manchas esbranquiçadas que se sobressaem ao revestimento do piso e a ele  aderem. Ela aparece devido a um processo químico. O cimento comum, reagindo com a água,  resulta em uma base medianamente solúvel, denominada hidróxido de cálcio. Como a  argamassa de assentamento e de rejuntamento contêm cimento e essas camadas são porosas,  em sua composição encontra-se o hidróxido de cálcio livre., ocasionando o contato com o ar,  que por sua vez, contém anidro carbônico, dá-se a reação entre essas duas substâncias,  resultanto em carbonato de cálcio, sal insolúvel de coloração branca. 

Pode ser facilmente  retiradas mediante solução diluída de ácido muriático.  Para evitar esse processo podemos adicionar pozolanas ou escória aos cimentos ou  utilizar cimento  pozolânico, CP-IV ou CP-III.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Colocação do assoalho.


•  Verificar o prazo de cura da argamassa de fixação dos barrotes (mínimo 14 dias);

•  Conferir o acabamento das juntas,  que devem ter abertura máxima de 2 mm;

•  Checar a fixação das peças e o aspecto dos parafusos;

•  Averiguar a colocação das cavilhas, que devem se apresentar firmemente coladas, mas não “enterradas”.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS DE PISO EM ASSOALHO DE MADEIRA.


RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO:

Condições para o início da execução do serviço

•  Verificar se a instalação e a conferência dos batentes de portas, marcos e contramarcos das janelas já foram finalizadas, bem como dos revestimentos internos de paredes e tetos;
•  Antes de proceder ao acabamento do assoalho, averiguar se já ocorreu a colocação das soleiras de pedra, dos caixilhos e vidros e se já foi concluída a pintura de paredes e tetos.

Colocação dos barrotes

•  Verificar o nivelamento dos barrotes com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado (a bolha deve encontrar-se entre as linhas);
• Checar a fixação de pregos e o espaçamento entre os barrotes, com tolerância de 5mm;


                                               FIGURA 63 - Posições dos pregos no barrote


                           FIGURA 64 - Execução do pré-furo para fixação do prego espiralado

                        FIGURA 65 - Detalhe da colocação do prego espiralado com martelo e punção

                                         FIGURA 66 - Detalhe da posição do prego espiralado


                                                  FIGURA 67 - Detalhe do uso do punção

•  Observar a colocação de barrotes de borda e soleiras.


 FIGURA 68 - “Aperto” da tábua, utilizando cunha e apoio de madeira

Colocação do assoalho.

Acabamento.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS CERÂMICOS PARA PISOS E PAREDES


Condições para o início dos serviços

•  Verificar as condições do emboço - idade (mínimo de 14 dias), prumo, planeza (precisão de 1 mm/m) e limpeza (ausência de restos de argamassa ou outro material);
•  Averiguar as condições do contrapiso - idade (mínimo de 14 dias), nivelamento, planeza (ondulações máximas de 1 mm/m), limpeza, ausência de restos de argamassa ou outro material), adequação dos caimentos e rebaixos;
•  Observar se todos os contramarcos das janelas estão chumbados e se os batentes já estão instalados ou com referência definida;
•  Verificar se as instalações hidráulicas e elétricas estão executadas e se o sistema de impermeabilização está  concluído e testado, com os ralos protegidos;
•  Avaliar se o lote de peças cerâmicas está uniforme quanto ao calibre e à tonalidade;
•  Checar se a quantidade de peças é suficiente para executar o serviço.

Assentamento

•  Verificar a altura do cordão de argamassa colante (8 mm para pisos e 6 mm para azulejos);

                                         FIGURA 45 - Espalhamento da argamassa colante

                                FIGURA 46 - Finalização do espalhamento de argamassa colante

                     FIGURA 47  - Aplicação do lado dentado da desempenadeira, formando os cordões 


•  Checar o tempo de abertura (“teste do dedo”);
•  Avaliar a presença de regiões sem aderência (som oco após 24 horas);
•  Observar se a desempenadeira não está com os dentes gastos.
•  Durante o assentamento, retirar  aleatoriamente algumas peças recém-colocadas, analisando o preenchimento da região de contato cerâmica-argamassa colante.
•  Caso as peças do revestimento formem mosaico decorativo, verificar se elas foram assentadas conforme o mosaico padrão.

Desvios geométricos e regularidade

•  Verificar o nivelamento entre as peças (avaliação visual);
•  Checar a planeza do revestimento (tolerar variações de 1 mm/m);
•  Observar se não existem dentes sobressalentes.

Juntas

•  Verificar as dimensões, o alinhamento e a aplicação de mastique nas juntas de expansão (pisos) e juntas estruturais, avaliando sua conformidade com o projeto ou com o PES 10;

Rejuntamento

•  Assegurar o intervalo mínimo de 24 horas para iniciar o rejuntamento dos pisos e três dias para as paredes;

                                  FIGURA 48 - Ajuste para o correto posicionamento das peças

                                FIGURA 49 - Detalhe do espaçamentoentre peças garantido                                                                     pelo posicionamento de espaçadores plásticos em forma de cruz


•  Verificar, visualmente, a abertura e o alinhamento das juntas;
•  Observar a homogeneidade do preenchimento das juntas entre peças por inspeção visual; não devem haver falhas por falta ou excesso de rejunte;
•  acabamento final obtido pelo frisamento deve ser liso e regular.

Limpeza

• Verificar um intervalo de 15 minutos para limpeza do rejuntamento com esponja molhada e um intervalo de  15 minutos para limpeza após o frisamento (com o auxílio de um pano seco);

                     FIGURA 50 - Detalhe do encontro entre pisos e paredes revestidos com cerâmica

•  Verificar o aspecto visual do pano revestido, atentando para manchas de argamassa de assentamento e/ou rejunte deixadas por falha de limpeza após a execução, bem como para as condições de limpeza e de organização do ambiente durante e após a execução do serviço.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PISO - CONSTRUÇÃO DE CASAS: Contrapiso, Argamassas.

Antes de fazer o piso, coloque os tubos de esgoto do banheiro e da cozinha com as esperas
para os ralos.

Calce os tubos com concreto magro.


Depois, nivele o chão e soque bem.
Coloque uma camada de, no mínimo, 8 cm de concreto magro sobre o chão, para formar o contrapiso.
As calçadas são feitas do mesmo jeito.

A fundação do tipo radier já funciona como contrapiso e calçada. Neste caso, os ralos e tubos de esgoto também já devem ter sido colocados.







ATENÇÃO: 
1. A lata de medida deve ter 18 litros. Evite latas amassadas.
2. Mantenha o concreto molhado durante uma semana após a concretagem (cura). Depois do terceiro dia, já é possível executar outros serviços sobre esse concreto. Mas, para assentar cerâmica no piso, é preciso aguardar quatro semanas.


ATENÇÃO: 
1.A lata de medida deve ter 18 litros. Evite latas amassadas.
2.As lojas de material de construção têm argamassas prontas para pisos e para assentamento de ladrilhos e cerâmica. Neste caso, siga as instruções do fabricante.

DICA
Não se esqueça dos caimentos para escoar a água dos pisos do banheiro e da cozinha.

Tacos, ladrilhos e cerâmicas podem ser assentados diretamente sobre o contrapiso de concreto magro. Se for necessário, regularize o contrapiso com uma argamassa de cimento e areia, mas lave o contrapiso antes, para aumentar a aderência.

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