segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Recalques.

Geralmente os recalques dc tubulòes sob a carga de trabalho sào baixos (inferiores a 25mm) e perfeitamente aceitáveis para a grande maioria das estruturas. Entretanto, naqueles casos cm que a maior parte de capacidade de suporte se deve à base, o recalque pode ser elevado cseu valor deve ser estimado.

Quando se depara com o problema de estimar o recalque de tubulòes, a primeira dificuldade que surge é com relação à calibragem dos inúmeros métodos disponíveis, devido à pouca informação encontrada na literatura geotécnica sobre esse tipo de fundação.

Os custos de provas dc carga, devido à ordem de grandeza do carregamento necessário, sào fa-
tores preponderantes que inibem cs profissionais e empresas dc realizá-las.

Na literatura nacional , cm livros textos ou anais de congressos e outros eventos científicos, encontra-se muito pouca referência sobre o com-portamento desse tipo de fundação, sejam resultados de provas de carga ou de medidas de recalque.

Os fatores que interferem na magnitude dos recalques de um tubulào sào as cargas aplicadas, as características do solo subjacente à cota de apoio, as características do solo ao longo do fuste e as propriedades elásticas dos materiais utilizados na execução do fuste.

No Brasil há uma certa tradição de se considerar no projeto dc tubulòes apenas a resistência do solo subjacente à cota de apoio como responsável pelo suporte da carga aplicada no topo, admitindo-sc que o atrito, ou adesão ao longo do fuste, seja apenas suficiente para suportar o peso próprio do concreto.

Em determinadas situações esse critério pode ser excessivamente conservador, levando inclusive a uma interpretação errônea do comportamen-to real do solo subjacente à base, pois o atrito ou adesão estará atuando ao longo do fuste, c com isso reduzindo a parcela de carga na base do tubulào, quer tenha sido considerado ou nào no cálculo.

O recalque do topo de um tubulào é dado por duas parcelas distintas: o cncurtamento elástico do concreto, funcionando como coluna, c a de-formação do solo subjacente à base, devido ao acréscimo dc tensões. ç

A deformação elástica do fuste pode ser calculada pela aplicação da lei de I looke. É necessário estimar as tensões de atrito e/ou adesão na interface concreto-solo. de tal forma que se possa conhecer o esforço normal ao longo do fuste e da base do tubulão.

Existem na literatura técnica inúmeras formulações, teóricas e empíricas, que permitem uma estimativa dessas tensões ao longo do fuste. Os fatores que interferem no valor dessa tensão são: natureza do solo, histórico de tensões e tempo que o tubulão permanece aberto, entre outros.

Aplicando-se a lei de Hooke a um elemento infinitesimal, de altura dz, e integrando-se ao longo de todo comprimento, obtém-se a deformação total (Δc) do elemento de concreto. O módulo de elasticidade do concreto pode ser tomado como o módulo secante e estimado em função do fck, de acordo com a da NB 6118/78:

Apenas para se ter uma ordem de grandeza, num tubulão de 15 m de comprimento, utilizandose concreto com fck = 15 MPa, para uma tensão de trabalho dc 0,5 MPa e admitindo que 70% da carga do pilar seja resistida pela base. chega-se a um recalque elástico da ordem de 2,5 mm.

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