sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Condutores, coletores, rufos e pingadeiras


Condutores:

São canalizações verticais que transportam as águas coletadas pelas calhas e pelas águas furtadas aos coletores.

Podem ser de chapas galvanizadas ou de PVC e devem ter diâmetro mínimo de 75mm.


Coletores:

São canalizações compreendidas entre os condutores e o sistema público de águas pluviais.


Rufos e Pingadeiras:

Os rufos e as pingadeiras geralmente são confeccionados com chapa no 28 (mais finas)

Figura 6.36 - Detalhes da utilização dos rufos e das pingadeiras 

Calhas: coxo, platibanda, moldura.

São captadoras de águas pluviais e são colocadas horizontalmente. São geralmente confeccionadas com chapas galvanizadas nº 26 e 24.

As chapas galvanizadas geralmente medem 1,00m e 1,20m de largura por 2,00m de comprimento mas para a confecção das calhas o que se utiliza é a bobina de chapa galvanizada (pois diminui o número de emendas) e mede 1,0 ou 1,20m de largura e comprimento variável.

Portanto, para maior aproveitamento das chapas e ou bobinas, quanto a sua largura, e para reduzir o preço das peças, as mesmas são "cortadas" em medidas padrões que são:

Cortes: 10 - 12 - 15 - 20 - 25 - 28 - 30 -33 -39  ou  40 - 50 - 61 - 75 - 1,00

Os cortes mais utilizados para as calhas são o corte 33 e 50.

Tipos de calhas:

a) - coxo:

Figura 6.32 - Calha tipo coxo

b)- platibanda 


Figura 6.33 - Calha tipo platibanda


c) - moldura

Figura 6.34 - Calha tipo moldura

CONDUTORES

São os complementos das coberturas, dando-lhes o arremate e evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas.

Partes constituintes do sistema de águas pluviais:


Inclinação dos telhados

As inclinações citadas em cada tipo de telha relaciona-se a telhados retos. Os cuidados devem ser redobrados quando os telhados forem selados também chamados de corda bamba.

Devido ao seu traçado, as águas pluviais ganham uma velocidade maior no seu início (cume) e perdem no seu final (beiral), fazendo com que as águas retornem, infiltrando parte das águas nos telhados. O ponto de transição é onde o telhado é mais selado. Portanto, a inclinação mínima deve ser conseguida na posição onde o telhado estiver mais selado (Figura 6.30).

As inclinações dos telhados selados devem no mínimo seguir a Tabela 6.4:

Figura 6.30- Inclinações mínimas para telhados selados com vão até 8,0m


Tabela 6.4 - Dimensões  mínimas para telhados selados com vão até 8,0m


Na execução da estrutura de um telhado selado os caibros são seccionados e presos nas terças proporcionando assim a configuração "corda bamba" (Figura 6.31). Ou ainda podemos utilizar ripas sobrepostas ao invés de caibros. Sendo as ripas mais finas se amoldam melhor na curvatura do telhado selado.

Figura 6.31- Detalhe da estrutura de um telhado selado

COBERTURA:Telha francesa, Telha paulista, Tipo plan, Telha romana e telha portuguesa, Termoplan, Telha germânica

Neste capítulo iremos abordar as telhas cerâmicas visto serem as mais utilizadas em obras residênciais. As demais telhas (fibrocimento, alumínio, galvanizada) são mais utilizadas em obras comerciais e industriais. Para a sua utilização, é conveniente solicitar a orientação de um técnico do fabricante ou mesmo o uso de catálos técnicos.

As telhas cerâmicas têm início com a preparação da argila, e consiste na mistura de várias argilas. Na próxima etapa, a argila já misturada passa por uma moagem e por uma refinação chegando até a extrusora, onde o pó de argila se transforma em massa homogênea e sem impurezas. Essa massa passa pelas prensas de moldagem, indo diretamente para a secagem. Só então é feita a primeira seleção e a primeira queima em forno a uma temperatura de 900°C.

Devem apresentar som metálico, assemelhando ao de um sino quando suspensas por uma extremidade e percutidas. Não devem apresentar deformações, defeitos ou manchas.

As telhas  são assentadas com o máximo cuidado e alinhadas perfeitamente. Algumas peças são assentadas com argamassa de cimento, cal e areia no traço 1:2:8. São as cumeeiras (Figura 6.23) e espigões e , quando forem do tipo canal, também as telhas dos beirais e oitões. É o que se chama de  emboçamento das telhas. O consumo da argamassa é na ordem de 0,002m³/m² de telhado.


Figura 6.23- Acabamento da cumeeira

Para inclinações de telhados acima de 45°, recomenda-se que as telhas sejam furadas para serem amarradas ao madeiramento, com arame galvanizado ou fio de cobre.

Ao cobrir, usar régua em vez de linha, desde a ponta do beiral até a cumeeira, e deslocar de acordo com a medida da telha, cobrindo sempre do beiral para a cumeeira, colocando duas ripas sobrepostas ou testeiras para regularmos a altura da 1ª telha (Figura 6.6).

As telhas cerâmicas mais utilizadas são:

- Francesa ou Marselha
- Paulista ou Canal ou Colonial
- Paulistinha
- Plan
- Romana
- Portuguesa
- Termoplan (Vasatex)


a)  Telha francesa

Tem forma retangular, são planas e chatas, possuem numa das bordas laterais dois canais longitudinais.

Para encaixe, nas bordas superiores e inferiores, cutelos em sentido oposto. Os encaixes em seus extremos servem para fixação e para evitar a passagem da água.

- 15 un por m²
- peso:  45 kgf/m² - seca
  54 kgf/m² - saturada
- dimensões @ 40 cm de comp. por 24 cm de largura
- inclinação: 33%  
- Cumeeira: 3 un/ml 
Figura 6.24- Telha francesa


b)  Telha paulista

Constituem-se de duas peças diferentes,  canal, cuja função é de conduzir a água e capa,  que faz a cobertura dos espaços entre dois canais.

- 26 un por m²
- peso:  69 kgf/m² - seca  83 kgf/m² - saturada
- dimensões:  @  46cm comp. (canal)
  46 cm comp. (capa)
  18 cm largura (canal)
  16 cm largura (capa)
- inclinação: 25%
- cumeeiras: 3un/m

Figura 6.25- Telha paulista

c)  Tipo plan

Tem as características da telha paulista, mas melhoradas, tem os cantos
arredondados  e a seção retangular.
- 26 un por m²
- inclinação: de 20 a 25%
- cumeeiras: 3 un/m
-
peso:
72 kgf/m² - seca
  86 kgf/m² - saturada
- dimensões:  46cm comp.(capa)
  46cm comp. (canal)
  16cm largura (capa)
  18cm largura (canal)

Figura 6.26- Telha Plan


d) Telha romana e telha portuguesa

A telha romana  tem o mesmo formato que as telhas plan, somente que nesses tipos o
canal é junto com a capa. A portuguesa é igual à paulista.
- inclinação mínima: 30%
- 16 peças por m²
-
peso:
48kgf/m² - seca
  58 kgf/m² - saturada

Figura 6.27- Telha romana e Portuguesa




d)  Termoplan

Como o próprio nome indica, a termoplan através de dupla camada, consegue um
isolamento térmico e um isolamento de umidade.
- inclinação mínima: 30%
-  15 peças por m²
- peso:  54 kgf/m² - seca
  65 kgf/m² - saturada
- dimensões:  45,0cm comprimento
  21,5cm largura

Figura 6.28- Telha Termoplan

f) Telha germânica

A montagem é feita em escamas de peixe com as seguintes características:
- 30 telhas por m²
- peso unitário: 1.475g
- inclinação mínima: 45%
Quando for colocado isolante térmico, calcular ventilação do forro.


Figura 6.29- Telha Germânica

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Recomendações estrutura de madeira.

- Reconhece-se um bom trabalho de carpinteiro, quando os alinhamentos das  peças são perfeitos, formando cada painel do telhado um plano uniforme. Um madeiramento defeituoso nos dará um telhado ondulado e de péssimo aspecto.

- Não devemos esquecer a colocação da caixa d'água, antes do término, pelo carpinteiro, do madeiramento.
- Quando o prego for menor do que a peça que ele tem que penetrar, deve ser colocado em ângulo (Figura 6.20). Coloque-o numa posição próxima e inclinada suficiente para que penetre metade de sua dimensão em uma peça e metade em outra. O ideal seria o prego penetrar 2/3.


Figura 6.20- Detalhe da fixação por pregos menores

- Quando  tiver que pregar a ponta de uma peça em outra, incline os pregos para que estes não penetrem paralelamente às fibras e sim o mais perpendicular possível a elas (Figura 6.21).


Figura 6.21- Detalhe da fixação das ripas nos caibros

- para evitar fissuras na madeira, devemos pregar da seguinte maneira:
* no final de uma ripa, no caibro, não alinhar os pregos (Figura 6.22)
* achatar um pouco a extremidade do prego
* furar a madeira e depois introduzir o prego
* pregar a madeira mais fina à mais grossa.



Figura 6.22- Fixação das ripas nos caibros

Telhado pontaletado.

Podemos construir o telhado sem o uso de tesouras. Para isso, devemos apoiar as terças em estruturas de concreto ou em pontaletes. 

Em construções residenciais, as paredes internas e as lajes oferecem apoios  intermediários. Nesses casos, portanto, o custo da estrutura é menor.

O pontalete trabalha à compressão e é fixado em um berço de madeira apoiado na laje.  Sendo assim, a laje recebe uma carga distribuída (Figura s6.17 e 6.18). 

Nas lajes maciças, onde tudo é calculado, podemos apoiar em qualquer ponto.

Entretanto na lajes pré não devemos apoiar sobre as mesmas e sim na direção das paredes  (Figuras 6.17 e 6.19).

Havendo necessidade de se colocar um pontalete fora das paredes, é necessário que se  faça uma viga de concreto invertida para vão grandes ou vigas de madeira nos vãos pequenos.  

Devemos ainda, ter algumas precauções como:

- a distância dos pontaletes deve ser igual a das tesouras.
- a distância entre as terças deve ser igual à distância das mesmas quando apoiadas nas  tesoura
- deverá ser acrescido aos pontaletes, berço (de no mínimo  40cm) para distribuir  melhor os esforços, mãos francesas (nas duas direções do pontalete) ou tirantes  chumbados nas lajes para dar estabilidade ao conjunto.

Figura 6.17- Apoio dos pontaletes em berços

Figura 6.18- Detalhe do berço para distribuição das cargas

Figura 6.19- Detalhe do apoio dos pontaletes sobre as paredes

Ligações e emendas.

Na construção das estruturas de telhado faz-se necessário executar ligações e emendas, com encaixes precisos para isso devemos saber:


  
         Figura 6.8- Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno, 1992)
 

Figura 6.9- Detalhe da ligação entre a linha e a perna (Moliterno, 1992)

Figura 6.10 - Detalhe da ligação entre a perna e a escora (Moliterno, 1992)

 
Figura 6.11 - Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno, 1992)

Figura 6.12 - Detalhe da ligação entre as pernas e o pendural (Moliterno, 1992) 
 
 
Figura 6.13 - Detalhe da ligação entre a linha, asnas  e pendural (Moliterno, 1992)
 

As emendas das terças devem estar sobre os apoios, ou aproximadamente 1/4 do vão, no sentido do diagrama dos momentos fletores (Figura 6.16), com chanfros à 45° para o uso de pregos ou parafusos(Figuras 6.14 e 6.15). 
 
Figura 6.14- Detalhe da emenda das terças com pregos 
 

Figura 6.15- Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas
 

Figura 6.16- Detalhe das emendas de uma linha de terças
 

Peças utilizadas nas estruturas de telhado.

a) Tesoura dos telhados
 
As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoio intermediários (Figura 6.2). São estruturas planas verticais que recebem cargas  paralelamente ao seu plano, transmitindo-as aos seus apoios. Geralmente são compostas por:

Frechal:  Peça colocada sobre a parede e sob a tesoura, para distribuir a carga do telhado.
Perna: Peças de sustentação da terça, indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume, geralmente trabalham à compressão.
Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio, geralmente trabalham à tração.
Estribo:  São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento.
Pendural e tirante:   Peças que ligam  a  linha à  perna  e  se  encontram  em posição perpendicular ao plano da linha. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume, e nos demais tirante. Geralmente
trabalham à tração.
Asna e escoras:  São peças de ligação entre a linha e a perna, encontram-se, geralmente, em posição oblíqua ao plano da linha, denomina-se asna a que sai do pé do pendural, as demais de escoras. Geralmente trabalham à compressão.

Obs. Não iremos nos estender sobre o cálculo estrutural das estruturas de telhados por constituir assunto de cadeira a parte. Queremos apenas reproduzir as tesouras simples para obras de pequeno porte. A Figura 6.2 mostra uma seção típica de uma estrutura de telhado


Figura 6.2 - Seção típica de uma estrutura de telhado Em tesouras simples no mínimo devemos saber:

  - Vãos até 3,00m não precisam de escoras.
  - Vãos acima de 8,00m deve-se colocar tirantes.
  - O espaçamento ideal para as tesouras deve ficar na ordem de 3,0m.
  - O ângulo entre a perna e a linha é chamado de inclinação;
  - O ponto é a relação entre a altura da  cumeeira e o vão da tesoura.
  - A distância máxima entre o local de intersecção dos eixos da perna e da linha é a face de apoio da tesoura deverá ser £ 5,0cm. (Figura 6.3)
  -  As tesouras devem ser contraventadas, com mãos francesas e diagonais na  linha da cumeeira. (Figura 6.4)

Figura 6.3 - Detalhe do apoio da tesoura sobre o frechal



Figura 6.1 - Esquema de contraventamento das tesouras

c)  Terças


As terças apoiam-se sobre as tesouras consecutivas (Figura 6.5) ou pontaletes (Figuras 6.16; 6.17; 6.18), e suas bitolas dependem do espaço entre elas (vão livre entre tesouras), do tipo de madeira e da telha empregada. Podemos adotar na prática e utilizando as madeiras da Tabela 6.1:

- bitolas de 6 x 12 se o vão entre tesouras não exceder a 2,50m.
- bitolas de 6 x 16 para vãos entre 2,50 a 3,50m.

Estes vãos são para as madeiras secas. Caso não se tenha certeza, devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.2 mais precisa e que leva em consideração o tipo de madeira e de telha:

Para vãos maiores que 3,50m devemos utilizar bitolas especiais o que não é aconselhável pelo seu custo.

As terças são peças horizontais colocadas em direção perpendicular às tesouras e recebem o nome de cumeeiras quando são colocadas na parte mais alta do telhado (cume), e contra frechal na parte baixa (Figura 6.5).

As terças devem ser apoiadas nos nós das tesouras.

Figura 6.5 - Esquema do apoio das terças nas tesouras

 
Tabela 6.2 - Vão máximo das terças (m)

d)  Caibros

Os caibros são colocados em  direção perpendicular às terças, portanto paralela às  tesouras. São inclinados, sendo que seu declive determina o caimento do telhado.
 
A bitola do caibro varia com o espaçamento das terças, com o tipo de madeira e da telha. Podemos adotar na prática e utilizando as madeiras da Tabela 6.1:
 
- terças espaçadas até 2,00m usamos caibros de 5 x 6.
- quando as terças excederem a 2,00m e não ultrapassarem a 2,50m, usamos caibros de 5x7 (6x8).

Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0,50m (eixo a eixo) para que se possa usar ripas comuns de peroba 1x5.

Estes vãos são para as madeiras secas. Caso não se tenha certeza, devemos diminuir ou efetuar os cálculos utilizando a Tabela 6.3.

Tabela 6.3 - Vão Máximo dos Caibros (m)


e)  Ripas

As ripas são a última parte da trama e são pregadas perpendicularmente aos caibros. São encontradas com seções de 1,0x5,0cm (1,2x5,0cm). 

O espaçamento entre ripas depende da telha utilizada. Para a colocação das ripas é  necessário que se tenha na obra algumas telhas para medir a sua galga. Elas são colocadas do  beiral para a cumeeira, iniciando-se com duas ripas ou sobre testeira (Figura 6.6).

Portanto, para garantir esse espaçamento constante, o carpinteiro prepara uma guia  (galga) (Figura 6.7).


Figura 6.6 - Detalhe da colocação da primeira ripa ou testeira 

Figura 6.7 - Detalhe da galga

As ripas suportam o peso da telhas, devemos portanto, verificar o espaçamento entre  os caibros. Se este espaçamento for de 0,50 em 0,50m, podemos utilizar as ripas 1,0x5,0m. Se  for maior, utilizamos sarrafos de 2,5x5,0m (peroba).


Materiais utilizados nas estruturas.

a) - madeira:

Podemos utilizar todas as madeiras de lei para a estrutura de telhado (Tabela 6.1), no entanto a peroba tem sido a madeira mais utilizada.


Caso se utilize madeiras que não conste na Tabela 6.1 devemos verificar se as mesmas possuem as características físicas e mecânicas a seguir:

- resistência à compressão (fc), a 15% de umidade, igual ou superior a 55,5 MPa.
- Módulo de ruptura à tração igual ou superior a 13,5 MPa.

Tabela 6.1 - Algumas espécies de madeiras indicadas para a estrutura de telhado (IPT)


As madeiras da Tabela 6.1 estão divididas em grupos segundo as suas características mecânicas. A cabreúva vermelha, coração de negro, faveiro, anjico preto, guaratã e taiuva têm alta dureza, portanto devemos ter cuidado ao manuseá-las.

As madeiras serradas das toras já são padronizadas em bitolas comerciais. No entanto, existem casos onde o dimensionamento das peças exigem peças maiores ou diferentes, assim sendo deve-se partir para seções compostas (nestes casos estudadas na disciplina Estruturas de Madeira).

- vigas: 6 x 12cm ou 6 x 16cm, comprimento 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0m
- caibros: 5 x 6cm ou 5 x 7 (6 x 8)cm, comprimento 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0m
- ripas: 1,0 x 5,0cm; geralmente com 4,50m de comprimento e são vendidas por dúzia.

Obs. Para bitolas diferentes ou comprimentos maiores, o preço da peça aumenta.


b)  - peças metálicas:

As peças metálicas utilizadas em estruturas de telhado são os pregos, os parafusos, chapas de aço para os estribos e presilhas.

Os  pregos mais utilizados são:

22 x 42  ou  22 x 48  - para pregar as vigas
22 x 42  ou  19 x 39  - para pregar os caibros
15 x 15      - para pregar as ripas. 

Os pregos obedecem as normas EB-73 e PB-58/ ABNT. A designação dos pregos com cabeça será por dois nºs. a x b .

  a = refere ao diâmetro, é o nº do prego na Fiera Paris
  ex: 15 = 2,4 mm 18 = 3,4 mm
  b = representa o comprimento medido em "linhas" - 2,3 mm, unidade correspondente a 1/12 da polegada antiga.

OBS: vide tabela de pregos no anexo ao final da apostila.

ESTRUTURAS DE MADEIRA.

Para facilitar, podemos dividir a estrutura em armação e trama (Figura 6.1).

A armação é a parte estrutural, constituída pelas tesouras, cantoneiras, escoras, etc... e  a trama é o quadriculado constituído de terças, caibros e ripas, que se apoiam sobre a armação  e por sua vez servem de apoio às telhas.

Figura 6.1 - Esquema de estrutura de telhado



COBERTURA

·  Escolher a estrutura de telhado adequada para cada tipo de telha;
·  Conhecer as diversas peças que compõe uma estrutura de telhado;
·  Escolher a telha ideal bem como as inclinações;
·  Especificar e dimensionar corretamente as calhas;
·  Desenhar todas as linha de telhado.


O telhado compõe-se da estrutura, cobertura e dos condutores de águas pluviais.

 -   A estrutura: é o elemento de apoio da cobertura, que pode ser: de madeira, metálica, etc...
 -   A cobertura:  é o elemento de proteção, que pode ser: cerâmico, de fibrocimento, alumínio, de chapa galvanizada, etc...
-   Os condutores:  são para o escoamento conveniente das águas de chuva e constituem-se de: calhas, coletores, rufos e rincões, são de chapas galvanizadas e de p.v.c.

ANOTAÇÕES

1 - As telhas de fibrocimento ou cimento amianto não serão abordadas nesta apostila, devido a grande variedade de marcas e tipos. Quando necessário deveremos utilizar, para consulta, os catálogos técnicos.

2 – Noções de segurança:

-  Evitar quedas de materiais e operários da borda das coberturas, utilizando guarda-corpo com tela.
-  Utilizar andaimes em todos os trabalhos externos à cobertura.
-  Instalar ganchos para fixação de cabos-guia para o engate do cinto de segurança.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Montagem e execução das Lajes pré-fabricadas.

Já no início da obra, deve-se pedir para o fornecedor, quando as paredes estiverem com 1,00m de altura, para que sejam tiradas as medidas para a confecção das vigas.

Chegando as paredes no seu respaldo, executa-se a cinta de amarração, ou uma viga armada, sobre a qual se apoia ou se semi-engastam as vigotas da laje pré-fabricada.

As vigotas geralmente são colocadas nas menores dimensões dos ambientes, ou de acordo com o projeto, e procedendo-se da seguinte forma:

a) - Escolha do material:

Verificar a colocação somente pela planta que lhe é fornecida junto ao material, para a
escolha das vigas, das armaduras de distribuição e das armaduras negativas.

b) - Escoramento:

Todos os vãos superiores a 1,50m para as lajes pré-fabricadas "comuns" e 1,20 a 1,40m para as lajes treliças (piso e forro respectivamente), deverão ser escorados por meio de tábuas colocadas em espelho, sobre chapuz, e pontaletadas (Figura 5.19). Os pontaletes deverão ser em nº de 1(um) para  cada metro, e são contraventados transversal e longitudinalmente, assentados sobre calços e cunhas, em base firme, que possibilitem a regulagem da contra flecha fornecida pelo fabricante, geralmente de aproximadamente 0,4¨% do vão livre.

Figura 5.19 - Exemplo de escoramento para laje pré fabricada

c) - Colocação da laje:

A vigota pré-fabricada deverá estar centrada no vão, de modo que a superfície de contato do concreto seja a mesma para cada apoio.

Coloque a viga usando uma  intermediária em cada extremidade para espaçá-las exatamente. A primeira carreira de intermediária deve apoiar, de um lado sobre a parede ou apoio e do outro sobre a primeira vigota. Coloque todas as intermediárias restantes entre as vigotas pré-fabricadas (Figura 5.20).

As vigotas pré-fabricadas deverão estar sempre apoiadas pelo concreto, visto que os ferros não tem rigidez suficiente para tal.

Figura 5.20 - Detalhe da colocação da laje pré fabricada

d) - Armaduras de distribuição e negativas:

Distribuir os ferros de acordo com as indicações de bitola e quantidades da planta fornecida pelo fabricante.

A armadura negativa no caso de laje pré-fabricada "comum" deve ficar sobre a vigota e no meio da espessura da capa de concreto. Não deverá ficar nas juntas, entre as vigotas e os blocos de cerâmica.

No caso de laje treliça, a armadura poderá ser amarrada junto ao banzo da vigota pré-fabricada.

Figura 5.21 - Detalhe da colocação da armadura negativa

Após a colocação das armaduras podemos colocar os conduites e as caixinhas da parte elétrica. Os conduites devem ficar bem fixos junto a laje e sobre a armadura de distribuição e negativa. Ter o cuidado de não estrangular os conduites nas curvas.
 
As caixinhas devem ser preenchidas com serragem úmida para evitar a entrada do
concreto no momento da concretagem.

e) - Concretagem:

Molhar bem o material antes de lançar o concreto, este deve ser socado com a colher de pedreiro , para que penetre nas juntas entre as vigas pré-fabricadas e os blocos cerâmicos.
 
Salvo alguma restrição do calculista, o concreto da capa será de traço 1:2:3 com resistência mínima aos 28 dias de 18 a 20 MPa.
 
Quanto às espessuras das capas de concreto para cada caso podemos seguir o ítem "b" das generalidades descritas neste capítulo.
 
Para se concretar lajes que foram executadas sem escoramento (pequenos vãos), ou com uma linha de escoramento, é conveniente que se concrete primeiramente junto aos apoios para solidarizar as pontas das vigotas pré-fabricadas.

f) - Cura do concreto e desforma

Após o lançamento do concreto a laje deverá ser molhada, no mínimo, três vezes ao dia durante três dias (verificar maiores detalhes sobre cura na Anotações de Aula no12). 

O descimbramento da laje pré-fabricada, como em qualquer estrutura, deve ser feito gradualmente e numa seqüência que não solicite o vão a momentos negativos, geralmente em torno de 21 dias para pequenos vãos e 28 dias nos vãos maiores, salvo indicações do responsável técnico.

Nas lajes de forro é aconselhável que o escoramento seja retirado após a conclusão dos serviços de execução do telhado.

g) - Cuidados

Para caminhar sobre a laje durante o lançamento do concreto, é aconselhável fazê-lo sobre tábuas apoiadas nas vigotas para evitar quebra de materiais ou possíveis acidentes.

Figura 5.22 - Detalhe do apoio das tábuas

Generalidades sobre laje Treliça.

São lajes em que a viga pré-fabricada é constituída de armadura em forma de treliça, e após concretada, promove uma perfeita solidarização, tendo ainda a possibilidade de utilizar armadura transversal.

Este sistema de pré fabricação conjuga uma série de elementos estruturais independentes, formando com seus componentes, um sistema de pré fabricação semi-fechado e parcial da construção industrializada, integralmente compatibilizado com os sistemas convencionais.

Como em qualquer sistema de pré-fabricação na construção industrializada, o sistema de laje treliça deverá ser considerado na fase do projeto, visando alcançar melhor aproveitamento e eficiência.

a) - Elementos que a compõem:

É constituída por uma armadura treliçada, variando de 7,0 a 25cm de altura, e a mesa inferior concretada com 3 cm de espessura e de 12 a 13cm de largura. O elemento de enchimento pode ser cerâmico de concreto ou EPS (Figura 5.10)


Figura 5.11 - Elementos de uma laje pré fabricada treliça

b) - Variação das alturas:

-  A diferente altura do elemento de enchimento e a variação da altura da treliça mais a espessura do capeamento, resulta nas variadas alturas da laje (Figura 5.12).
-  - A diferente largura dos elementos de enchimento, proporciona os variados intereixos entre as vigotas.
-  - Geralmente o concreto utilizado para realizar o capeamento das lajes pré fabricadas é o de 18Mpa, 20 Mpa, ou segundo a orientação do calculista.
 v


Figura 5.12 - Exemplo das variações das alturas da laje treliça

c) - Armaduras usuais:

Armadura de distribuição

Tem as mesmas funções das armaduras de distribuição descrita para as lajes pré
fabricadas comuns, sendo no mínimo ou a critério do calculista como:

  -  forro = Ø 6,3mm a cada 33cm
  -  piso = Ø 6,3mm a cada 25cm
                  mínimos 3 Ø por metro

No caso de laje treliça, podemos posicionar a armadura de distribuição, no sentido perpendicular a vigota, formando um ângulo aproximadamente de 90° em relação ao vergalhão negativo da vigota treliçada.




A altura da armação treliçada deve ser igual a altura do elemento intermediário (lajota
cerâmica, bloco de concreto, EPS). Portanto a armadura de distribuição posicionada sobre o aço negativo da armação treliçada fica no mínimo 1,0cm acima do elemento  intermediário proporcionando o envolvimento do capeamento de concreto no ato da concretagem.

Nas lajes treliças ,além da finalidade descrita para as lajes comuns, a armadura de distribuição assume dentro da laje treliça a função de combater as tensões de cizalhamento que surgem entre a alma e a aba das nervuras das lajes treliças.

A armadura de distribuição atinge maior eficiência quando utiliza-se aço com diâmetro menor e em quantidade maior.

Armadura negativa.

A armadura negativa negativa deve estar posicionada em cima de cada viga treliça, com no mínimo 2 Æ, sendo que sua bitola deverá ser fornecida pelo calculista, ou fabricante.

d) - Tipos de apoios e reforços:

Na laje treliça podemos ter uma mobilidade das paredes internas, que podem ser apoiadas diretamente sobre a laje, e ainda nos permite em certos casos a passagem de tubulações(Figura 5.16). Isso é facilitado pelo fato da vigota ser concretada na obra, possibilitando efetuar vários reforços (Figuras 5.14; 5.16; 5.16)


Figura 5.13 - Apoio da laje treliça em estrutura de concreto armado 


Figura 5.14 - Armadura adicional de tração 


Figura 5.15 - Armadura adicional de compressão


Figura 5.16 - Reforços em laje treliça

 
Na laje treliça temos facilidade na execução de nervuras perpendicular as vigotas, parareforços em aberturas do tipo domos, pergolados, etc (Figura 5.17), e no seu transporte (Figura 5.18)
 
 Figura 5.17 - Exemplo de execução de nervuras  


Figura 5.18 - Manuseio da laje treliça

 
e) - Vãos livres:
Na Tabela 5.3 temos os vãos máximos para intereixo de 45cm dependendo do tipo deapoio e sobrecarga adotada.

Tabela 5.3 - Vãos máximos para a laje treliça

f) - Vantagens:

- Perfeita planimetria dos tetos, dada a ausência de contraflecha inicial. Como conseqüência, o trabalho de revestimento com chapisco, emboço e reboco, fica extremamente facilitado e rápido, permitindo menor consumo de argamassa.
- Garantia de inexistência de fissuras nos tetos, porquanto a alma metálica garante a perfeita ligação da VIGOTA ao concreto, completado na obra, impedindo a rotação da VIGOTA quando o pavimento entrar em carga.
- Facilidade de manuseio e transporte, conferido pelo próprio formato da VIGOTA.
- Facilidade de montagem, dada à leveza da VIGOTA, de aproximadamente 12kg por metro linear.
- Execução de balanços aliviados sem necessidade de contrabalanço.
- Comportamento ao fogo idêntico ao do concreto armado, permitindo a utilização de PISOS LEVES nas construções, onde se exija resistência à ação do fogo
- Podem ser aplicadas na obra, dispensando a utilização de um concreto complementar. De fato, em pequenas obras onde apenas se consegue um concreto fck 18,0 , esta característica traduz-se numa segurança para o construtor.